domingo, 8 de julho de 2012

O SENTIDO DA EDUCAÇÃO









































A educação, uma das primas pobres neste país, deveria, penso eu, ser em grande parte repensada e reformulada. Deveria ser privilegiada entre todos os setores da vida de um povo, pois sem educação, que inclui informação, ninguém é capaz de determinar seus caminhos e escolher seus trabalhos.
Um povo desinformado não sabe o que acontece, assina o que não leu, submete-se ao que não compreendeu,barateia sua vida e sua força de trabalho, não tem horizontes e não se integra em seu próprio pais, quanto mais no grande mundo, globalizado –mas não para ele.
Porém educar não é apenas instruir, ensinar a ler, escrever, calcular. Não é nem mesmo instruir em todos os anos dos Ensinos Fundamental e Médio. Educar é. Deveria ser, antes de mais nada, ensinar a pensar. Ensinar a questionar. Abrir cabeças e preparar par enfrentar a vida não apenas ganhando um ou dois ou mil salários, mas sentindo-se capaz, e consciente, para fazer suas escolhas e viver sua vida.
Educar deve ser estimular para que desabrochem todas as capacidades de uma criança, e depois, de um jovem. Fazer ver o mundo, com suas belezas, suas regras, seus perigos e suas possibilidades, na família, a comunidade, a região, o pais... o mundo, com o qual hoje nos comunicamos tão facilmente.
Estimular o discernimento, isto é, a capacidade de entender e julgar e escolher; é bem mais importante do que belos edifícios e recursos modernos, embora nenhuma criança deva estudar numa escola que está caindo aos pedaços, em más condições higiênicas, sem livros bons e bem conservados, sem o material básico. Computador ajuda? Ter acesso a um mundo mais amplo de pesquisa e informação certamente é bom. Mas temos errado ao colocar computadores em salas de aula sem mesa adequada, sem instrutores e sem controle, de modo que os alunos, em lugar de aprender, brincam.
A vida não perdoa, não é brincadeira, e embora todos devam buscar uma vida saudável e harmoniosa, se possível feliz, divertir-se o tempo todo, não ter punições nem limites, levar tudo a brincadeira, não prepara para as escolhas e decisões que terão de ser tomadas.
Sem alguma seriedade não se poderá distinguir certo de errado, bom e mau, ou melhor e pior, e pouca munição teremos para a batalha cotidiana. A frustração nas primeiras dificuldades será paralisante, a decepção porque ali não continuam as brincadeiras escolares, nos deixará incapacitados para sermos dentro do possível livres e autônomos.
Sou a favor de uma escola amorosa e alegre, mas onde haja autoridade e hierarquia, e também para os pequenos a professora não seja uma tia, mas uma professora, pois a escola não é, nem deve ser, a família. Pode ser um complemento magnífico, mas jamais retirar a família a responsabilidade inicial da docência, da compostura, do respeito; ao contrário, prosseguir e incutir isso ainda mais. O que não tem a ver, repito, com pouca alegria, com medo e traumas, mas com respeito por si mesmo, pela natureza, pelo outro, e pela vida. E se conseguir um pouco disso em muitos alunos, a escola estará realizando seu trabalho primeiro, que é educar.

O ENSINO HOJE


















Alguns políticos falam em educação com muita lorota, com desinformação e exibicionismo. Precisam visitar as escolas, ter mais acesso aos programas do governo federal, acompanhar de perto os fatos, ler mais e não ficar preso as miudezas locais. Não basta mostrar números crescentes de matrículas, aprovações, não basta só falar de dados, esses são fáceis de contabilizar. Ah! São remendados de acordo com os interesses de quem os dita.
O nível de ensino tem caído muito, em todos os lugares desse país a fora. Isso é fato. Mas quem aborda esse assunto? Os dados só aparecem de forma positiva. Contudo, nota-se tristemente quando um aluno é solicitado a redigir ou ler um simples texto.
A permanência e a participação dos mesmos nas escolas tem sido preocupante, a bagunça toma conta por causa da crise de autoridade que é visível, hoje são muitos direitos e poucos deveres, a escola tem virado lugar de brincadeiras e tarefas sem sentido, sem questionamentos críticos, muitas vezes só para passar o tempo. São poucas as escolas que tem levado a sério a sua missão.
Projetos e mais projetos tomam lugar dos conteúdos de ensino, o tempo não dá conta de cumprir tantas atribuições, e o currículo? Se o professor não tiver muita habilidade e discernimento acaba passando por cima, atropelando o livro didático que é necessário, é um recurso que auxilia e tem vida desde que o professor tenha iniciativa, imaginação, domine os assuntos e não perca a sequência didática.
Sou a favor do mesmo e defendo que seja usado de forma sistematizada e consciente. Faça o aluno pensar e relacionar seus conhecimentos. Se a gente não aprende na escola a vida vai cruelmente cobrar lá na frente, não tenhamos dúvidas, alguma prova da vida vai querer de nós... Dessa forma é uma responsabilidade muito grande tratar de educação, cuidar de educação, porque se mexe com seres, com a alma das pessoas, consequentemente com o futuro da nação.
Creio sim, haverá melhoria quando as pessoas tiverem acesso a informação e puderem por si, realizar suas escolhas conscientemente sem armaduras nem cabrestos. ” Um homem só se torna um homem quando consegue ter alguma opinião sobre a sociedade”.
Eis o grande desafio: educar pessoas suscetíveis de enxergar, aprender, participar e cobrar. Sou contra a tirania, a perseguição, o autoritarismo, mas sou a favor da organização, do fazer acontecer, do respeito e da união de idéias.
Que os políticos sejam mais corajosos e se preocupem mais em valorizar a educação tal ela deve ser. Que os professores sejam mais preparados e bem pagos, mais comprometidos e menos partidários. Que vistam a cor da educação nas próximas eleições. “Lecionar é ensinar a pensar” e esse é o nosso dever!

ABSURDO OU MAIS UM CONTRASSENSO



Tem horas que me revolto com certas coisas na EDUCAÇÃO.  Quando leio certas matérias estampadas em jornais...ou discursos fabulosos...Essa história de aumentar carga horária é um absurdo, com a educação do jeito que se encontra necessitando de outras ações, esse, a meu ver é só  mais um projeto mirabolante. O governo está mais interessado em fazer decoração, discurso de palanque do que em reestruturar o sistema escolar,               reorganizar a casa. Maquiar parece igualmente simples para esses nossos dirigentes.  Quando estudei a carga horária era de 180 dias anuais e a gente aprendia o que tinha que aprender. Respeitava professores e os pais, sabia o que era limites, tinha menos do que se tem hoje e éramos muito mais felizes. Na época nem existia tantos “conselhos” a não ser os dos pais, demais familiares e educadores. Minha mãe não recebia nenhuma bolsa e nem por isso deixou de me educar com decência. Ter tudo nas mãos só favorece o comodismo, é isso que acontece com muitos jovens de hoje. Faltam-lhes limites e valores.
Muita mudança  tem sido jogada de cima para baixo e não tem mudado nada, as leis favorecem a uns em detrimento de outros, muita politicagem, jogo disfarçado de interesse. Sou a favor de projetos que venham para nos tirar dessa desordem que se encontra a educação. Eu sou a favor de computadores nas escolas, desde que, haja um responsável pelo laboratório em pleno funcionamento e aulas específicas, não um amontoado deles em desuso, sou a favor de aulas de música sem dúvidas! Já era para existir a muito tempo. Houve projetos de banda nas escolas, algumas receberam instrumentos e não saíram do anonimato, minha cidade é um exemplo disso,  hoje já nem servem mais, se deterioraram no tempo  trancafiados em locais inadequados, a juventude não teve o gosto de ouvir a sinfonia dos mesmos...
Sou a favor de tudo que dê melhores condições ao professor, acima de tudo que se trabalhe as famílias, elas devem se reeducar e olhar para os filhos, a indisciplina atrapalha o andamento do nosso trabalho, devemos nos preocupar em passar conhecimento, formação moral é com a família, na verdade o que tem embananado a educação é que ela tem se responsabilizado por tudo e não tem cumprido o seu papel essencial , estamos correndo risco em sala de aula. E o que a sociedade tem feito? Os governantes? A própria classe de professores? O  governo deveria pensar em um projeto sério para mudar as famílias, em mostrá-las mais responsabilidades, mais apoio ao professor, junto a isso investir corretamente.  Família na escola uma vez por ano não resolve, elas precisam fazer o que tem que ser feito em casa todos os dias. E nós professores precisamos nos unir para não morrermos afundando no improdutivo.

A educação pede socorro, moralização, disciplina e colaboração por parte de todos os seguimentos da sociedade.

sábado, 7 de julho de 2012

Aluno da Escola Estadual Professora Iracema Brandão de Araújo vence etapa estadual do concurso Parlamento Jovem Brasileiro

Reportagem: Romeu Dantas / Fotos: Nelder Medeiros
O estudante acariense Judson Allan, da Escola Estadual Professora Iracema Brandão de Araújo (EEPIBA), foi o primeiro colocado na etapa estadual do concurso Parlamento Jovem Brasileiro. Criado pela Resolução n° 12/2003 da Câmara dos Deputados e regulamentado pelo Ato da Mesa n° 49/2004, o projeto propõe a vivência do processo democrático, mediante participação de estudantes em uma jornada parlamentar na Câmara Federal.

 
Judson Allan é concluinte do 3° ano do Ensino Médio e tem como orientadora a professora Jaécia Bezerra de Brito. Ele participou do concurso com o projeto de lei de sua autoria sobre "novas diretrizes para o ingresso de alunos itinerantes e/ou circenses quando atendidos no sistema de ensino brasileiro", pois no contexto atual esses alunos, apesar de serem amparados por lei ao ingressarem nas instituições escolares, são mal atendidos em suas necessidades e expectativas.

Profª Jaécia se emocionou ao relatar desempenho do aluno
Solenidade de entrega dos prêmios aos alunos participantes do concurso em Acari

O estudante acariense irá concorrer agora na etapa federal representando o Estado do Rio Grande do Norte em Brasília.

A EEPIBA comemorou também nesta quarta-feira (27) mais uma boa notícia: a aprovação de 21 alunos na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Do total, 05 pessoas fazem parte da EJA (Educação para Jovens e Adultos). Confira abaixo a relação de aprovados:

Profª Suzany Cecília agradeceu aos alunos participantes da Olimpíada

ALUNO DA ESCOLA ESTADUAL PROFESSORA IRACEMA BRANDÃO DE ARAÚJO FOI SELECIONADO EM CONCURSO JOVEM PARLAMENTAR



O aluno Judson Alan do 3º ano Ensino Médio matutino da ESCOLA ESTADUAL PROFESSORA IRACEMA BRANDÃO DE ARAUJO foi selecionado para concorrer em Brasília no concurso Jovem Parlamentar  2012. Parabenizamos o nosso aluno e a sua Professora Orientadora Jaécia Bezerra de Brito pelo sucesso alcançado, pela dedicação e pelo empenho.

Sucesso! A Escola Estadual Professora Iracema Brandão de Araújo comemora mais um prêmio para seus alunos a nível Nacional


O aluno Klleyson Freitas do 2º ano Ensino Médio matutino da Escola Estadual Professora Iracema Brandão de Arujo foi classificado entre os três melhores do Rio Grande do Norte no concurso Parlamento Juvenil do Mercosul 2012 e vai representar o estado em Brasília nos dias 1, 2 e 3 de agosto com todas as despesas pagas pelo MEC. É sucesso! Parabéns ao aluno, sua família, as professoras Jaécia Bezerra de Brito e a Alani que foram orintadoras neste concurso e a Escola que obteve mais um sucesso!

Professores e servidores aceitam proposta do Governo e encerram greve da UERN

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Após reunião realizada na manhã desta sexta-feira (29), em Mossoró, chegou ao fim a greve dos professores e funcionários da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN). A proposta encaminhada pelo Governo do RN – através da Secretaria de Estado da Administração e Recursos Humanos (SEARH) – ao presidente da Associação dos Docentes da UERN (ADUERN), prof. Flaubert Fernandes Torquato Lopes, e à presidente do Sindicato dos Técnicos Administrativos da UERN (SINTAUERN), Rita de Cássia Vidal de Negreiros, concede já no mês de julho, 3,5% de aumento – retroagindo seus efeitos financeiros a junho – e 5% em setembro deste ano.